Sem nome para definir !

Gostaria de dizer que apenas lhe desejo...
E que foi apenas encanto passageiro...
Que essa ansiedade, essa vontade louca que anula o tempo...
Fosse apenas uma atração que logo vai passar...

Um sentimento platônico porem tangível, onde a duvida entre o irreal paira...
Onde o real se submete ao desejo perene...
Em um lugar aonde uma resposta impera sobre todas as duvidas...

Oh doce e cruel incerteza que anestesia e ativa o pensar,
Me fazendo serotonina liberar e cada vez mais te desejar...

O controle almeja o limbo em meio ao turbilhão e inércia.

Congelo o tempo no seu olhar e tento me expressar,

Para definir palavras me faltam, restando apenas nossos lábios encontrar...

O que você é ?

Talvez seja um caderno de enigmas !

Em meio aos bits  se esconde, onde tenta ocultar sua doce e bela fragilidade.
Ao tentar se ocultar quer amparo deste mundo ...
E então abro os olhos, vejo que o frágil na verdade sou eu.
Por não ler a sua verdadeira força.

Quanto menos eu sei mais eu descubro e mais quero ...

Saber o que você realmente é e o que pode ser à mim, talvez seja.
Um livro inacabado que nunca me intrigou tanto,
Um livro sendo escrito que nunca quero terminar,
Um livro que a capa é o próprio conteúdo,
Um livro que quero nele estar.

Cuja sua beleza rara, se escuta, se lê e está muito além do ver...
Uma esteganografia em ASCII, que faz querer ver e descobrir mais a cada byte recebido.

Um livro que tem o martelo para um dia me quebrar e quem sabe até me descongelar.
Neste livro um dia participar !

3 personagens... Água, Pedra e Mago

Parte III

O Mago retorna as águas profundas para buscar o que um dia lá deixo.
A bela pedra multicor que no passado a ocultou. 
Não porque a imagem dela em sua memória findou mas por algo novo encontrar e na sua ingenuidade, tentar comparar.
Pelo vislumbre do novo o Mago descobriu que a pedra fora ocultada por medo de mudança e não para uma mudança. 

Mago tolo, queria mudar mas não queria se aceitar. 
Mago tolo, queria aceitar o presente sem o fim.

O belo, caro Mago não é perene e muito menos a sua imagem; disse a água a ele...
Sempre existira algo mais belo da mesma forma que sempre existira a dor, mas há também aquilo que vale ou não a pena... 

A pedra multicor que ele um dia jogou, em algo feio e sem vida se tornou.

Mago tolo, mesmo com sua experiência descobriu como deixar de ser tolo. 

Tolo e agora não mais um mago ele decide ouvir a água...

O outrora então mago e tolo se entrega ao onipresente Sr Tempo. 

(...)

 
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