Parte VI
Eu, arcano, exaurido de ocultar-me na banalidade,
O temor de aterrar, de assombrar, de afastar,
São menores que o pavor de, na mediocridade,
Desvanecer-me e meu pensar padronizar.
A Sabedoria, musa que me torna solitário,
Como se o mundo não pudesse mais me enxergar.
Faço dela minha esposa, em enlace temerário,
E a Solidão se faz minha guardiã a vigiar.
Algum dia, quiçá, alguém há de emergir,
Que quebre esta maldição,
E me conduza a abandonar minha guardiã.
Juntos daremos as mãos à Sabedoria,
Num enlace de almas em plena harmonia,
E a Solidão, enfim, se dissipará no afã.