Pensamos na morte de uma forma ou de outra.

Fatos e que todos, não importa se muito ou pouco, se voltado à religião ou a razão, pensam na morte de alguma forma.

Vejo a crença na pós-morte, como algo em sua maioria benéfico à humanidade, algo que da um sentido a vida de grande maioria das pessoas, para outras a morte pode ser vista como o fim, para outras é o impulsionador, pois, cientes da brevidade da vida vivem cada momento de sua vida como único e em alguns casos se preocupam em deixar algum legado, seja para ser lembrando (onde seria eternizado), seja para o bem da humanidade no geral onde se dedicam ao máximo para isto enquanto estão vivos (como alguns cientistas e escritores onde sua razão de vida são as pessoas).

Novamente digo: Pensar na morte é algo necessário, tão quanto pensar/crer que exista algo além disto, claro que não acho bom o fato da maioria das pessoas precisar crer na vida consciente ou inconsciente após a morte para realmente VIVER.
Mas qual é o sentido da vida se vou morrer em ~100 anos, poderia ficar citando inúmeros sentidos/motivos, mesmo sendo algo pessoal creio que alguns poderiam ser usados por todos, como por exemplos; Viver cada segundo (de praxe eu sei), questionar mesmo que não encontremos as respostas ( para alguns coisas de doido, para outros algo extremamente divertido e evolutivo), conhecer lugares, culturas, pessoas (creio eu que nem se vivesse o mesmo que Matusalém conseguiria conhecer a metade do que tenho para conhecer) e por enquanto, o último (se não mudar de idéia e continuar dizendo), a vida é curta demais para agirmos com base em regras pré-estabelecidas, que muitas vezes discordamos (diga-se religião), se não sabemos o que tem após ela.

Quanto à morte não tenho medo algum de morrer, pois enquanto estou vivo ela não existe e quando ela existir eu não estarei vivo, nem esquento, não com isto.

Mas sim, quanto a quem morre primeiro, prefiro que sejam as pessoas que me realmente me amem, sim isso mesmo, prefiro que elas morram primeiro, assim elas não sofreriam com meu fim, se for para sofrer que seja eu não as pessoas que me amam de verdade. Quanto às outras sou indiferente, se morrem primeiro ou depois, pois se forem importantes* para mim continuaram vivas pelos seus atos, palavras e presença em minha vida.


PS: sei que estou em meio intelectual, mesmo assim gosto de explicar algumas coisas como isso, nem toda pessoa importante para mim é amada, mas toda pessoa amada é importante...

Isso me fez lembrar de algo, a consciência humana é mesmo bem interessante, pois a morte como certeza de finitude faz termos um perdão incondicional para com a pessoa que jaz em cadáver.

Mas pensando por um lado é bem mais fácil perdoar um morto do que um vivo, sim isso mesmo, por mais que o perdão seja difundido como um ato de benevolência para com os outros e consigo mesmo, já que livra-nos do peso e às vezes até da magoa e raiva, ele é algo que difícilmente chegaremos a sua plenitude em casos que a pessoa a ser perdoada tem uma insistência incomum ao erro (leia-se burrice, ignorância, maldade ou até caso de psicopatologia ).

Quando tal pessoa jaz “in pace”, como forma de auto-defesa nos preenchemos de sentimos bons em relação a ela e liberamos o perdão sendo assim solidários com tal situação de perda como a morte.

Provávelmente aquelas pessoas que choram em velórios mesmo quando nunca deram certo com o atual morto pensem assim, suposições minhas, sem muitos fundamentos já que nunca fui a um velório, na parte de dentro.

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