O Mago e o Poema

Nas páginas do crepúsculo, a tinta do dia se despede,

Versos despertam onde a Lua sua luz concede.

No silêncio noturno, o eco de suspiros calados,

Palavras, como vagalumes, dançam em campos encantados.


A noite tece sonhos, como fios de prata a cintilar,

A magia do tempo se põe a rimar.

Entre versos entrelaçados, sentimentos se revelam,

Como rosas em um jardim, as emoções desabrocham singelas.


O escritor, mago das palavras, conjura a melodia,

Um cântico de esperança que acalma a agonia.

Assim, no papel em branco, a alma se derrama,

Cada palavra é uma jornada, uma chama.


Em linhas e estrofes, um abraço,

Como uma eterna dança, queima.

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