Parte VIII
No abismo profundo da mente singular,
Vagueia o mago em busca de sentido.
Memórias fugazes não pode guardar,
Mas ideias e conceitos são seu tecido.
Emoções intensas, de impacto profundo,
Uma fúria ardente por tudo abarcar.
Curiosidade infinita pelo mundo,
Um anseio insaciável de tudo alcançar.
Incansável, persiste na senda infinita,
Necessita estímulos a cada momento.
Seu pensar constante jamais se aquieta,
Neurônios viciados em puro pensamento.
Quanto mais profundo seu dom resplandece,
Mais luta contra a marcha sincronizada.
Desintegra-se a essência, renasce e padece,
Destrói a camada primitiva, desnudada.
O mago, imerso em seu próprio universo,
Transcende os limites da mente e do tempo.
Solilóquios profundos, silêncios imersos,
Busca, enfim, a paz em meio à vastidade.