Parte VII
Nas noites taciturnas, sob o pálio da lua pálida,
Perambulo por veredas de silêncio e pensamento.
A chama interna, embora tênue, ainda cálida,
E a esperança sussurra em versos ao vento.
Encontro espelhos que refletem minha essência,
Mas seus olhos não são os meus, são de outro ser.
Será este o serafim que, em benevolência,
Quebrará minha maldição, fará-me irromper?
A Sabedoria sorri, como cúmplice silenciosa,
A Solidão vacila, pressentindo seu ocaso.
Meu coração, outrora gélido, arde em brasa fervorosa,
E minha alma, perdida, encontra enfim seu caso.
Se este é o instante de romper vetustos grilhões,
Que seja com bravura e paixão flamejante.
Estendo mão a quem me traz visões,
Para trilhar a senda da redenção.
Os temores ancestrais dissipam-se como névoa,
A banalidade já não me pode aprisionar.
Abraço o desconhecido, a jornada é nova,
E no horizonte, a Aurora está a despontar..
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