A solidão de pessoas interessantes


Trazem nos olhos um cosmos de ideias,

Infinitos caminhos que poucos ousam trilhar.

Na superfície, corações rasos hesitam,

Fugindo do abismo que elas anseiam desvendar.


Carregam paixões intensas,

Tesouros que se ocultam de olhares banais.

Sua autenticidade não se curva à norma,

Pois florescem onde a profundidade se faz.


Seletivas, como quem guarda um relicário,

Buscam encontros de alma, não meros acenos.

E na aridez de gestos triviais,

Preferem seu próprio silêncio a falsos terrenos.


A solidão, então, não é um castigo,

Mas um santuário, refúgio de altivez.

Enquanto esperam quem compreenda seu lume,

Não cedem à rotina, não se rendem à escassez.


E quando surge outro ser inteiro,

Capaz de mergulhar nessas águas profundas,

A solidão silencia, e a alma transborda,

Em laços genuínos, livres de amarras rotundas.


Se te vês nessa quietude delicada,

Recorda: teu vazio não é falta, mas plenitude.

É força de quem escolhe a verdade interna,

Até que encontre quem compartilhe tua amplitude.


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