Chame-a de rocha, pedra, pedregulho, fria, quente, tropeço, útil, mas no fim são apenas apelidos para um pedaço de mineral sem forma regular. No inicio apenas uma pedra, inerte que está sempre se movendo conforme os chutes que leva, para frente avançando, só as vezes sendo chutada para trás retrocede.
No chão sempre para cima olhando, sempre observando, se admira, se assusta com a humanidade.
Pedra não sente, mas percebe que é constantemente pisada por robôs de carne, cada vez que é chutada fere-os perdendo também um pedaço de si para a estrada ao rolar. Pedra inerte está sempre mudando, pedra inerte está sempre diminuindo por onde passa.
Como tudo na vida a rocha tem o seu fim, sem noção do seu rumo, nada espera, então é destruída, de sua firma estrutura nada resta além de pó. Para a pedra é o fim, para o construtor a solida base para uma grande obra, em sua nova forma agora a pedra é parte de algo grande e importante.
Alguns têm o dom de subjugar a melancolia tornando a em uma arte subliminar e bela para outros.
Alguns simplesmente descarregam no que encontrar pela frente, e ainda há aqueles subalternos as suas mascaras que vivem se matando um pouco a cada dia...
O senso comum nos mostra uma imagem negativa das máscaras, algo que é benéfico e necessário para uma inserção nos meios e grupos sociais, protegendo através delas nosso intimo de uma intrusão e facilitando nossa adaptação ao mundo.
O grande problema do uso das máscaras, é que, no geral as pessoas costumam se comportar de acordo com as expectativas das outras, submetendo a si mesmos a atitudes, geralmente latentes e inconscientes que não fazem parte da sua real personalidade. Quando estas atitudes se tornam parte necessária de um cotidiano, fazem com o que individuo se apegue total ou parcialmente a máscara que o meio exige.
Para que nosso ego experimente o mundo de forma saudável sem prejudicar o mesmo por críticas e diferenças sociais é necessário o desenvolvimento e principalmente o uso adequado das máscaras que se integram a identidade funcional tácita.
Por fim, as máscaras protegem o ego e mente das diversas atitudes sociais e forças que invadem cada ser humano, nos beneficiando quando usadas corretamente...
Fatos e que todos, não importa se muito ou pouco, se voltado à religião ou a razão, pensam na morte de alguma forma.
Vejo a crença na pós-morte, como algo em sua maioria benéfico à humanidade, algo que da um sentido a vida de grande maioria das pessoas, para outras a morte pode ser vista como o fim, para outras é o impulsionador, pois, cientes da brevidade da vida vivem cada momento de sua vida como único e em alguns casos se preocupam em deixar algum legado, seja para ser lembrando (onde seria eternizado), seja para o bem da humanidade no geral onde se dedicam ao máximo para isto enquanto estão vivos (como alguns cientistas e escritores onde sua razão de vida são as pessoas).
Novamente digo: Pensar na morte é algo necessário, tão quanto pensar/crer que exista algo além disto, claro que não acho bom o fato da maioria das pessoas precisar crer na vida consciente ou inconsciente após a morte para realmente VIVER.
Mas qual é o sentido da vida se vou morrer em ~100 anos, poderia ficar citando inúmeros sentidos/motivos, mesmo sendo algo pessoal creio que alguns poderiam ser usados por todos, como por exemplos; Viver cada segundo (de praxe eu sei), questionar mesmo que não encontremos as respostas ( para alguns coisas de doido, para outros algo extremamente divertido e evolutivo), conhecer lugares, culturas, pessoas (creio eu que nem se vivesse o mesmo que Matusalém conseguiria conhecer a metade do que tenho para conhecer) e por enquanto, o último (se não mudar de idéia e continuar dizendo), a vida é curta demais para agirmos com base em regras pré-estabelecidas, que muitas vezes discordamos (diga-se religião), se não sabemos o que tem após ela.
Quanto à morte não tenho medo algum de morrer, pois enquanto estou vivo ela não existe e quando ela existir eu não estarei vivo, nem esquento, não com isto.
Mas sim, quanto a quem morre primeiro, prefiro que sejam as pessoas que me realmente me amem, sim isso mesmo, prefiro que elas morram primeiro, assim elas não sofreriam com meu fim, se for para sofrer que seja eu não as pessoas que me amam de verdade. Quanto às outras sou indiferente, se morrem primeiro ou depois, pois se forem importantes* para mim continuaram vivas pelos seus atos, palavras e presença em minha vida.
PS: sei que estou em meio intelectual, mesmo assim gosto de explicar algumas coisas como isso, nem toda pessoa importante para mim é amada, mas toda pessoa amada é importante...
Isso me fez lembrar de algo, a consciência humana é mesmo bem interessante, pois a morte como certeza de finitude faz termos um perdão incondicional para com a pessoa que jaz em cadáver.
Mas pensando por um lado é bem mais fácil perdoar um morto do que um vivo, sim isso mesmo, por mais que o perdão seja difundido como um ato de benevolência para com os outros e consigo mesmo, já que livra-nos do peso e às vezes até da magoa e raiva, ele é algo que difícilmente chegaremos a sua plenitude em casos que a pessoa a ser perdoada tem uma insistência incomum ao erro (leia-se burrice, ignorância, maldade ou até caso de psicopatologia ).
Quando tal pessoa jaz “in pace”, como forma de auto-defesa nos preenchemos de sentimos bons em relação a ela e liberamos o perdão sendo assim solidários com tal situação de perda como a morte.
Provávelmente aquelas pessoas que choram em velórios mesmo quando nunca deram certo com o atual morto pensem assim, suposições minhas, sem muitos fundamentos já que nunca fui a um velório, na parte de dentro.
Alguns dizem que não devemos arrepender-nos de nada, eu, pois digo que não devemos simplesmente nos arrepender, mas usar o arrependimento para crescer e não como via de lamentação.
Pois tempo perdido e algo que enfurece, mas também é algo que nós faz rever nossos conceitos.
Essa estranha sensação de regressão aliada ao tempo que se foi faz com que nossos olhos sejam abertos.
Abertos para a realidade, abertos para a brevidade da vida, abertos para a evolução diária,
Alguns simplesmente caminham sobre a terra,
Outros deixam marcas pela terra,
E raros produzem sobre a terra,
Mais raros ainda transformam a terra a deixando melhor a cada dia.
Existe vários tipos de terras, mas todas sem exceção podem ser trabalhadas,
Para que escrever se uma música descreve por si só...
Parece cocaína
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos...
Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro...
Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso...
Os sonhos vêm e os sonhos vão
E o resto é imperfeito...
Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira...
E há tempos
Nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens
Que adoecem
E há tempos
O encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura
Abrigo e proteção...
Meu amor!
Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem....
“Porque tanta gente procura respostas fora de si. Porque da necessidade de expor os próprios fatos a outrem e não suas idéias ou questões... Também sou um hipócrita como todo o restante, porém um consciente. Não mais ignorante dos meus atos “
Às vezes paro para pensar, no que já passei, no que vivi, em como vivo, como penso, nas coisas que acredito, nas coisas que vejo e que sinto...
Apenas penso, penso o suficiente para alertar a criança dormente. Que a tona vem, a me questionar, onde é meu lugar.
Se sou um misto perfeitamente ordenado de energia, teoricamente meu lugar seria em qualquer lugar. Mas será que somos apenas mais um punhado de matéria?
Alguns falam em ser trino, outros em apenas matéria, porque não os dois ?
De qualquer forma voltamos à questão inicial, qual o seu lugar?
- Em um mar, uma gaiola está a navegar . - Prisão de elefante onde um rato está. - Acima o céu, abaixo o mar. - Sabendo que existem terras, está a naufragar . - Anfíbio preso pela própria liberdade. - Hipocrisia ou medo, pobre animal está a pensar. - Com todas as estrelas a brilhar, como pode não arriscar. - Sucumbir ao desejo e a terra encontrar. - Afinal, ratos e elefantes sabem nadar...