O Paradoxo da percepção moderna

Onde normal é ver novela e falar da vida alheia, onde o culto se perde e a erudição é loucura.

Que mundo é este que vivemos onde a classe se perde graças à autovalorização, onde o caráter é descartável como uma máscara de carnaval.

Este é o mundo que construímos e aceitamos que ele seja corrompido pela indução manipuladora e capitalista da mídia televisiva. Onde abrimos mão da crítica e aceitamos a informação oportunista e alienadora da verdade.

Agora pare e pense, se você acreditou pelo menos um pouco no que está dito aqui no que se refere ao "mundo", está na hora de abrir sua mente, pois o seu mundo está limitado ao que você conhece.

Não julgue o ser humano ou o mundo pelo que se passa em uma cidade, um estado ou uma nação. Abra sua mente para novas culturas e evite a autolimitação, critique, discorde e viaje saindo ou não da sua cadeira...


OPEN YOUR MIND !

Palavras e ações

Palavras são vento, que podem levar ou buscar.
Palavras constroem ou destroem, para alguns apenas voam.

São proibidas ou permitidas,
São necessárias ou impróprias...
Definem corpo ou destroem a alma,
Definham à alegria ou dão esperança...
Produzem terror e furor, mas regam o amor,
Produz o nascimento, mas também a destruição...

Palavras cristalinas levadas pelo vento, seu poder é questionável,
Palavras suaves ditas ao ouvido, sua veracidade é dúbia,

Elas tem o podem de tocar o âmago...
Mas há algo mais eterno do que palavras arranjadas...
Que traduzem e expõem a alma, transformando o evidente ao belo e eternal...
A escrita é magia que revela e criar sentimentos,
É imortal será, enquanto soubermos amar...

3 personagens... Água, Pedra e Mago

Parte II

Em um acalorado nascer do sol, as águas estão alvoroçadas com o novo inicio...

E eis que um homem com as marcas e a experiência do tempo,

Ao caminhar uma pedra encontra.

Uma pedra lapidada, porém partida, de interior em multicor e arenoso...


Pedra inteira, de estrutura resistente, sem forma, sem beleza aparente...

Pedra perene, um dia se quebra, um dia se une e um dia se forma...

Pedra ágata, seu interior moldado pelo tempo,

Onde o que era oculto agora, pela quebra se revela,

Suas cores são vestígios, pedaços de onde passou e como passou...


O homem, admirado com tamanha beleza de cores dispostas aneladamente, decide...

Algo tão belo deveria ser posto em admiração, mas isso um dia findaria sua beleza,

Que se perderia no rotineiro olhar dos humanos, que sempre busca algo mais belo...


Ele joga a pedra ao mar e com a sua imagem bela ficará,

Enquanto algo mais belo não encontrar em sua memória guardará...


Pedra agora ao mar que nas mãos do mago Tempo se moldará e algo novo vai criar!

(...)

10 estratégias de manipulação por Noam Chomsky

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.


2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.



3 personagens... Água, Pedra e Mago

Vou lhes contar a estória de um mago que resolveu criar...

Parte I

Não se sabe ao certo de onde veio, ou como surgiu.
Caiu do céu, nasceu da terra...
Em seu mistério é clareza, que cativa e encanta.

Em si está a força para destruir a pedras e desbravar os céus...
Sem forma se forma como e onde quer...
E através de sua margem a incerteza, que adentro guarda a pureza..
Das memórias que nunca se foram...

Água que guarda em si a mais humilde beleza e resplendor,
traga de volta pedra que se quebrou, e no fudo ficou.

Eu sou o Vento!

Sou Vento, levado de um lado a outro pelas questões da vida, mantendo sempre sua essência, constantemente se misturando ao pó e aos sabores da vida e suas companhias...

Eu não preciso de bussola, nem de estrada, muito menos de curso, preciso apenas do meu desejo de sempre seguir, de sempre querer voar com asas da curiosidade rumo ao desconhecido. Às vezes sou quente às vezes sou frio, como tudo na vida estou sujeito as circunstancias que me rodeiam.

Um vento está sozinho, mas não é só, pois é composto de vida, calor, cheiros e sensações das mais diversas. E um vento não será o mesmo pra sempre, um dia há de mudar.

Mudar para vendaval, furacão, brisa ou findar em uma simples e bela respiração onde somente as memórias ficarão.

Prazer eu sou o Vento!

Com o tempo aprendemos !

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"


William Shakespeare

Aos magos da palavra.

Idéias, emoções, sensações formam o ser humano
Podem ser expressas de diversas formas...
Através de um olhar, um gesto, uma atitude...
Que ficam na memória e no coração, protegidos pela emoção
Mas há algo mais eterno, palavras arranjadas...
Que traduzem e expõem a alma, transformando o evidente ao belo e eternal...
A escrita é magia que revela e criar sentimentos,
É imortal será enquanto soubermos amar...

#dia_da_poesia

Biografia de uma pedra.

Chame-a de rocha, pedra, pedregulho, fria, quente, tropeço, útil, mas no fim são apenas apelidos para um pedaço de mineral sem forma regular. No inicio apenas uma pedra, inerte que está sempre se movendo conforme os chutes que leva, para frente avançando, só as vezes sendo chutada para trás retrocede.

No chão sempre para cima olhando, sempre observando, se admira, se assusta com a humanidade.

Pedra não sente, mas percebe que é constantemente pisada por robôs de carne, cada vez que é chutada fere-os perdendo também um pedaço de si para a estrada ao rolar. Pedra inerte está sempre mudando, pedra inerte está sempre diminuindo por onde passa.

Como tudo na vida a rocha tem o seu fim, sem noção do seu rumo, nada espera, então é destruída, de sua firma estrutura nada resta além de pó. Para a pedra é o fim, para o construtor a solida base para uma grande obra, em sua nova forma agora a pedra é parte de algo grande e importante.

O que posso dizer?

Quando as palavras chegam a ser uma profanação,

Dos sentimentos que fazem meus lábios tremerem a noite.


A cama fria antes tumba do repouso de um guerreiro,

Agora companheira da agônica ausência de você.


A mente antes afiada como lâmina para provar do sangue de imortais,

Agora escreva da vontade de tocar seus lábios com os meus...

Desejo arrasado,

Você me põe em transe,

Uma visão de fogo,

Acima do pecado,

Como uma reza interior,

Não estou medo, quero que as chamas me levem...

Quero seu toque, sentindo,

Como se o mundo desse mil voltas num segundo.

Possua minha alma,

E me deixe o corpo em chamas...

Talvez a punição por duvidar do amor...

Ver-lhe do lado de fora,

Enquanto estou dentro da jaula de vidro...

Ter lhe, mas não te tocar,

Talvez o toque mais cruel da maldade do destino...

Mas à noite você me faz livre com seu toque,

Pois quando olho para o céu,

Escuto você me chamando a noite...

Talvez seja eu maldito,

Mas quero ao menos seu fantasma comigo,

Ouço na lembrança a voz que achei que nunca ouviria.

Agora te vejo em toda parte,

Ventando em seus cabelos,

A sinfonia de beijos e abraços

A hora vai chegar,

E depois disto pouco me importa se o mundo permanecerá.

Você se virando pra mim,

Dizendo que está lá por mim...

Alguns preferem ouro e diamantes, mas por estes se paga...

Quanto ao sentimento, está acima do preço dos mortais...

Comparado ao sentimento, todo o resto é pó

A importância das máscaras

Alguns têm o dom de subjugar a melancolia tornando a em uma arte subliminar e bela para outros.

Alguns simplesmente descarregam no que encontrar pela frente, e ainda há aqueles subalternos as suas mascaras que vivem se matando um pouco a cada dia...

O senso comum nos mostra uma imagem negativa das máscaras, algo que é benéfico e necessário para uma inserção nos meios e grupos sociais, protegendo através delas nosso intimo de uma intrusão e facilitando nossa adaptação ao mundo.

O grande problema do uso das máscaras, é que, no geral as pessoas costumam se comportar de acordo com as expectativas das outras, submetendo a si mesmos a atitudes, geralmente latentes e inconscientes que não fazem parte da sua real personalidade. Quando estas atitudes se tornam parte necessária de um cotidiano, fazem com o que individuo se apegue total ou parcialmente a máscara que o meio exige.

Para que nosso ego experimente o mundo de forma saudável sem prejudicar o mesmo por críticas e diferenças sociais é necessário o desenvolvimento e principalmente o uso adequado das máscaras que se integram a identidade funcional tácita.

Por fim, as máscaras protegem o ego e mente das diversas atitudes sociais e forças que invadem cada ser humano, nos beneficiando quando usadas corretamente...

Memórias

Nem o brilho das estrelas, nem a beleza do mar

Compara-se ao seu lindo olhar.

O mais doce mel tem sabor de fel aos seus beijos comparar.

Ao seu toque, a minha alma se põem a levitar,

Com a sensação de o céu alcançar.


Ah, o beijo, nem o mais astuto vigilante noturno,

Poderia tomar-me algo tão valioso com um simples toque como você o fez.

Não quero lhe ver triste, nem nunca te fazer sofrer,

Mas a noite te dar prazer e a seu lado amanhecer.

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Na boca o doce sabor do seu beijo perdura

E em meu corpo seu aroma e calor permanecem.

Até na mais fria e solitária noite

Meu corpo busca sua presença

Entre o espaço e tempo de sua ausência,

Onde encontro amparo no barco dos desejos.

Levados como onda pelas turbulentas lembranças do nosso encontro,

Que, com notas frenéticas ao fundo se alinhando melodicamente aos suspiros,

Ocorre a junção de duas almas em um único corpo.

Pensamos na morte de uma forma ou de outra.

Fatos e que todos, não importa se muito ou pouco, se voltado à religião ou a razão, pensam na morte de alguma forma.

Vejo a crença na pós-morte, como algo em sua maioria benéfico à humanidade, algo que da um sentido a vida de grande maioria das pessoas, para outras a morte pode ser vista como o fim, para outras é o impulsionador, pois, cientes da brevidade da vida vivem cada momento de sua vida como único e em alguns casos se preocupam em deixar algum legado, seja para ser lembrando (onde seria eternizado), seja para o bem da humanidade no geral onde se dedicam ao máximo para isto enquanto estão vivos (como alguns cientistas e escritores onde sua razão de vida são as pessoas).

Novamente digo: Pensar na morte é algo necessário, tão quanto pensar/crer que exista algo além disto, claro que não acho bom o fato da maioria das pessoas precisar crer na vida consciente ou inconsciente após a morte para realmente VIVER.
Mas qual é o sentido da vida se vou morrer em ~100 anos, poderia ficar citando inúmeros sentidos/motivos, mesmo sendo algo pessoal creio que alguns poderiam ser usados por todos, como por exemplos; Viver cada segundo (de praxe eu sei), questionar mesmo que não encontremos as respostas ( para alguns coisas de doido, para outros algo extremamente divertido e evolutivo), conhecer lugares, culturas, pessoas (creio eu que nem se vivesse o mesmo que Matusalém conseguiria conhecer a metade do que tenho para conhecer) e por enquanto, o último (se não mudar de idéia e continuar dizendo), a vida é curta demais para agirmos com base em regras pré-estabelecidas, que muitas vezes discordamos (diga-se religião), se não sabemos o que tem após ela.

Quanto à morte não tenho medo algum de morrer, pois enquanto estou vivo ela não existe e quando ela existir eu não estarei vivo, nem esquento, não com isto.

Mas sim, quanto a quem morre primeiro, prefiro que sejam as pessoas que me realmente me amem, sim isso mesmo, prefiro que elas morram primeiro, assim elas não sofreriam com meu fim, se for para sofrer que seja eu não as pessoas que me amam de verdade. Quanto às outras sou indiferente, se morrem primeiro ou depois, pois se forem importantes* para mim continuaram vivas pelos seus atos, palavras e presença em minha vida.


PS: sei que estou em meio intelectual, mesmo assim gosto de explicar algumas coisas como isso, nem toda pessoa importante para mim é amada, mas toda pessoa amada é importante...

Isso me fez lembrar de algo, a consciência humana é mesmo bem interessante, pois a morte como certeza de finitude faz termos um perdão incondicional para com a pessoa que jaz em cadáver.

Mas pensando por um lado é bem mais fácil perdoar um morto do que um vivo, sim isso mesmo, por mais que o perdão seja difundido como um ato de benevolência para com os outros e consigo mesmo, já que livra-nos do peso e às vezes até da magoa e raiva, ele é algo que difícilmente chegaremos a sua plenitude em casos que a pessoa a ser perdoada tem uma insistência incomum ao erro (leia-se burrice, ignorância, maldade ou até caso de psicopatologia ).

Quando tal pessoa jaz “in pace”, como forma de auto-defesa nos preenchemos de sentimos bons em relação a ela e liberamos o perdão sendo assim solidários com tal situação de perda como a morte.

Provávelmente aquelas pessoas que choram em velórios mesmo quando nunca deram certo com o atual morto pensem assim, suposições minhas, sem muitos fundamentos já que nunca fui a um velório, na parte de dentro.

 
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